De primeiras vezes.

E o mais novo fenômeno, maior que a melancia da mulher-bunda e aparentemente mais persistente Tamagoshi que precisa tomar banho é essa coisa de gente grande que paga milhões por brinquedos de criança.
Para embelezar, os aficcionados de plantão chamam os fantasminhas sem cara de grandes camaradas de Toy Art e desenvolvem uma atitude de a-bola-é-minha-e-só-eu-jogo condizente com os 8 anos que os donos dos brinquedos deveriam ter.
Eu sempre achei que, assim como carros grandes para homens pequenos, os brinquedinhos deveriam servir para vingar algum trauma; dessa vez, provavelmente de infância. A mãe não deu uma sequer uma Susie, sendo que molecada do prédio toda tinha uma turma de Playmobil, Transformers e a Barbie maquiagem? Monstro-de-um-olho-só-de-plástico-feinho está a apenas R$200,00 de distância.
Até que ontem, pela primeira vez na vida,dancei com meu pai. E ele tem ritmo, e sabe levar, e é encantador. E eu, quase do topo dos meus 29, me senti criança que ganha brinquedo. Brinquedo de criança grande.
Post-it mental para perdoar todos os colecionadores de monstrinhos
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